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Gleisi: Programa Mais Médicos é importante para o País

8 de Julho de 2013

Gleisi: Programa Mais Médicos é importante para o País

Paulo H. Carvalho/Casa Civil/PR

Brasília, 08/07/2013 - A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, disse nesta segunda-feira (8) que o Programa Mais Médicos, lançado hoje pela presidenta Dilma Roussef, é importantíssimo para o País e para melhorar o atendimento em saúde da população brasileira. Serão investidos cerca de R$ 40 bilhões até o ano de 2026, entre recursos dos ministérios da Educação e da Saúde. Para os anos de 2013 e 2014 há uma previsão de aplicação de R$ 3 bilhões no programa.

 

Segundo Gleisi, o Brasil tem déficit de médicos principalmente nas regiões Norte e Nordeste e nas periferias dos grandes centros urbanos. “No Brasil temos uma média de 1,8 médico por 1.000 habitantes, enquanto em outros países como os nossos vizinhos Argentina, por exemplo,  este número é de 3,2 e 3,7 no Uruguai. Temos 350 mil médicos atuando no Brasil e daqui a 12 anos teremos o dobro disso”.

 

“Faltam médicos no nosso País e os que existem estão mal distribuídos”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Dados apresentados por ele mostram que 700 municípios não têm se quer um médico residindo na cidade. Outros 22 Estados brasileiros estão abaixo da média nacional na distribuição de médicos por habitantes.

 

Para a presidenta da República, entre os cinco pactos anunciados pelo governo federal há duas semanas, esse é o mais essencial, pois trata-se de um pacto pela vida. Ela enfatizou, ainda, que a medida não tem como objetivo trazer médicos do exterior, mas sim “levar saúde para o interior do País”.

 

Gleisi Hoffman também explicou que o programa prevê não apenas a contratação de mais médicos para atuarem em regiões afastadas, mas também a abertura de 11.500 novas vagas para cursos de medicina e outras 12.400 para a formação de novos especialistas médicos como pediatras, oncologistas, ginecologistas, ortopedistas, entre outros.

 

Segundo a ministra da Casa Civil, será dada prioridade ao médico brasileiro que terá um salário de R$ 10 mil e auxílio para mudança e instalação da cidade escolhida. O edital será aberto também a médicos estrangeiros caso os postos não sejam todos preenchidos. De acordo com ela, Portugal e Espanha têm interesse em participar.

 

Formação humanizada

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também anunciou que os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. A medida é válida para faculdades públicas e privadas. Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública.

 

Mercadante também garantiu que haverá uma descentralização dos novos cursos de medicina.  A residência médica terá de acompanhar o ritmo de vagas abertas na graduação. "Não basta abrir curso de medicina para fixar um médico em uma região que temos interesse para ter. É preciso residência médica, que é um fator decisivo para a fixação, além de políticas na área de saúde”, disse.

http://www.casacivil.gov.br/multimidia/audios 

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