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Brasília e Rio de Janeiro recebem venezuelanos nesta sexta-feira (21)

por publicado: 21/09/2018 10h49 última modificação: 21/09/2018 15h15
Divulgação

Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ) recebem 24 venezuelanos nesta sexta-feira (21) por meio do processo de interiorização do Governo Federal. Com esse voo, chega a 1.976 o número de pessoas transferidas de Boa Vista (RR) para outras cidades.

Os venezuelanos deixaram Roraima por volta das 8h (horário local) em uma aeronave C99 da Força Aérea Brasileira (FAB). O voo deve pousar 14h40 em Brasília, onde desembarcam 19. Desses, 17 serão levados a um abrigo e dois reencontrarão familiares.

Outras cinco pessoas seguem para o Rio de Janeiro, com previsão de chegada para as 18h40. Como se trata de um processo de adesão voluntária, os números podem mudar até o momento do embarque.

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil - inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o ACNUR identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.

O UNFPA promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Reuniões prévias do governo e da ONU com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Fonte: ASCOM/Casa Civil