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Interiorização leva 124 venezuelanos para quatro cidades nesta quarta-feira (3)

por publicado: 03/10/2018 10h23 última modificação: 03/10/2018 12h16

A estratégia de interiorização alcança nesta quarta-feira (3) um total de 2.452 venezuelanos levados a outros estados. Serão transferidas 124 pessoas para Caicó (RN), Rio de Janeiro (RJ), Guarulhos (SP) e Brasília (DF).

O Boeing 767 da Força Aérea Brasileira (FAB) com os venezuelanos decolou por volta das 8h (horário local) do aeroporto de Boa Vista (RR). A aeronave deve chegar no Rio Grande do Norte às 12h50, e 60 venezuelanos seguem de ônibus para o abrigo Aldeias Infantis SOS, em Caicó.

A aeronave segue para o Rio de Janeiro, onde deve chegar às 18h. Lá, desembarcam cinco venezuelanos para abrigo da Cáritas, 11 para o abrigo Aldeias Infantis SOS e uma pessoa reencontrará familiares que não estão em abrigo. Em aeronave menor, 40 venezuelanos serão levados a São Paulo, com previsão de chegada para as 20h. Eles seguem para o abrigo Junta de Missões Nacionais (14); para abrigo mantido pela Acnur (Agência da ONU para Refugiados), num total de 12 pessoas; e para o CTA Butantã (14 mulheres).

Por fim, às 21h30, desembarcam sete venezuelanos em Brasília para reunificação familiar (quando já possuem família na cidade e não dependem de auxílio de abrigos para se integrar à sociedade local).

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil - inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o ACNUR identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.

O UNFPA promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Reuniões prévias do governo e da ONU com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Fonte: ASCOM/Casa Civil